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CONVERSA DE SUBMUNDO, ENTRE SER ESOTÉRICO OU HUMANO

O EQUILÍBRIO DA LATA NÃO É BRINCADEIRA

Sobre poesia, vejo Hermeto nada hermético em suas cantorias com o sapo… e nada há que um boa conversa não resolva… mas é duro, companheiro… tem hora que a lata rebola mais do que a gente e pescoço de burro também fraqueja…

 

SAGA DA MINHOCA SALAMARGO

Lá em Bizâncio, vivia Salamargo, 
uma minhoca judia que lançara um seriado 
na televisão, intitulado 'Ensaio sobre a visão', 
nos dias em que o imperador de Roma invadiu a cidade. 
Este ser era curioso e pensante e estava no auge da fama. 
Constantino, como todo idiota congênito empoderado 
que se preza, quando a viu na elite intelectualizada, 
apaixonou-se pela beleza e glamour da minhoca. 
Ele a tomou para si, fez dela sua propriedade particular 
dentro dos seus aposentos reais. E lá, ele a usou 
em suas libidinagens, das mais variadas formas e a expôs 
na vitrine de sua loja, como sinal de que seu reinado 
era o próprio raio de luz sobre o dia, a absoluta beleza. 



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Mas Salamargo tinha outros planos. 
Ela fugiu, pra viver algures, no submundo da contracultura,
onde encontra ouvidos e voz para uma boa conversa.

♫Você sabia, companheiro,
 q’a minhoca é cega e surda? Ôôôô Mas não é muda!
 Desde que a arrogância fez do império Bizantino,
 a casa de Constantino virou nascente do sol,
 ela foi pro submundo... é a rainha do Underground!
 Ba babá babá, xikibababá, xikibababá! ♫

 

💡 Opa! ( 🙄 e lá vai brucutu de novo…) :mrgreen: Abaixo o conhecimento instituído! :mrgreen: 😛 😎 Abaixo as etiquetas meladas de suor de subaco das becas de magistrados (ai de quem dorme com eles!).

Esse papo me interessou…

(Mas, 😯 pelamor@! Eu acabo de ver um monge careca, de rabicó e tudo, dizendo umas coisas tipo alguém pode ser (ou não ser), tal de índigo (mais um estereótipo nojento), geração rebelde (demanda de tipos) alternativa ao seriado mexicano… demora não, vai infestar, com certeza, porque esse negócio enche o ego de idiotas ávidos por avaliações de QI. Que coisa idiota é que idiotas sempre querem ser super idiotas?)

BEM, MAS, SOBRE EQUILÍBRIO DA CONVERSA…

… eu quero falar de uns vídeos que vi recentemente… um amigo me apresentou e eu gostei de ver, porque abrem uma boa conversa. Pelo menos, até agora, senti-me confortável ouvindo algumas partes. O homem se chama Cláudio Prado, ele foi coadjuvante de Gilberto Gil, quando secretário da cultura, no governo Lula, entre 2003 e 2007, acho. Já que sou um total ignorante metido a meter a língua pra saber que gosto tem, gostei do papo porque me autoriza, quando espezinha (pelo menos, joga pedras nisso) a hegemonia dos diplomas… eheheh, bom demais! Aí eu quero ser hippie…

O homem se posiciona como o profeta de uma anarquia digital, enfiado numa montanha de livros, pinça termos impregnados de mercado esotérico a babões de comentários. Pisei por ali com medo de algum pé-na-cara logosófico, portanto, vou só até onde o medo me permite…

Sobre que ele andou com Caetano e Gil, em festivais e vivenciou in flesh a bagunça que Samaroto (tio sam) apadrinhou por aqui em 64, não me iludo tanto… estrelismo é um buraco em que sempre caem… usar como estrelas da entrevista, Gil e Caetano, é uma apelação populista e tola. O repórter e o dito profeta usam desse artifício barato, deslizam na casca do show business e quebram muitos ovos…

“O país nunca tivera um ex-operário na presidência, 
nem um “negromestiço” no topo do Ministério da Cultura. 
O novo ministro identifica na escolha de seu nome, 
por Lula, motivações similares às que tinham acabado 
de eleger o novo presidente, incorporando-se à perspectiva 
de transformação que marcava o momento: 
Escolha prática, mas também simbólica, de um homem 
do povo como ele. De um homem que se engajou num sonho 
geracional de transformação do país, de um "negromestiço" 
empenhado nas movimentações de sua gente, 
de um artista que nasceu dos solos mais generosos 
de nossa cultura popular – e que, como o seu povo, 
jamais abriu mão da aventura, do fascínio 
e do desafio do novo.” 
Achei esse texto no livro A Jangada Digital, de Eliane Costa

MINGANA KIEUGOSTU

Atraio-me pela roupa hippie da internet, sim… alguma coisa Tropicália, qualquer desburocratização da falsa moral da propriedade, ainda que o processo decorrente da responsabilidade pessoal do saber surge sempre como sombra de consequência nefasta. Não entendo muito disso (como todo mal leitor), mas acho a conversa boa e ótima, a mancomunação de um plano encantado pra matar a escola. Afinal, quem é pior do que todos os mandões, tais genocidas, etnocidas e replubicidas juntos? Ela, a mardita, está mais viva que nunca e é honrada, como seu perverso padrinho, o cristianismo oficializado.

Em minha amorfa (e sempre errada) opinião, coisas muito boas são ditas, sem dúvida. De fato, no plano terrestre, o bom e o ruim estão sempre juntos, com a diferença nas proporções desses insumos… aí, entra bom senso. Reservas, portanto, camarada… como sempre, permissões contra a falsa moral são discutidas de um modo simplista, como se não houvesse consequências. Mas isso não invalida a conversa, desde que continue sendo uma conversa…

E gosto das conversas do sr. Claudio Prado, tirando histórias de cuecas, que pululam mais que necessário, como se fosse algum trunfo de comportamento, seus eliessidês (tenho amigos seriamente lesados por conta dessa maravilha ácida e outros verdes ascas tb…), etc. Portanto, o papo contra a caretice é muito antigo, mas revigora-se, porquanto, necessário, ainda que, logo à frente, obrigatoriamente, bifurquemos.

Encanto-me pelo Brasil dos festivais, até de um modo saudosista. Mas, sobre o deslize do show, soa-me ovação tão equivocada como dançantes claudileitistas. Claro que não entra na discussão (é sempre terrível chover no molhado), a poesia, como poesia, do poeta, como poeta. Mas, particularmente, não consigo ver a contribuição (refiro-me a protagonistas de uma revolução que não continua, porque não se aplica a eles mesmos!) de nomes como Gil, Caetano, Tom Jobim, Chico Buarque (tal céu de estrelas, vc sabe…). O Brasil está a pé de heróis…

A tal poesia do discurso ( e não o discurso da poesia), nesse caso, tal utopia, não se concretiza na realidade de cada um desses autores, a começar por Gil, envolvido em casos que ninguém discute (porque será?…). Eu perguntaria onde está a Tropicália agora, a não ser pelos chiliques de baianos e caetanos em shows de estrelismo?

Sobre o sr. Claudio Prado, embora não passe ileso, até onde ouvi, vejo-o mais autêntico do que outros nomes que cita. Ele sabe se desenhar autor de uma identidade alternativa desejável, mais do que quaisquer outros que cita (Mas, tenho medo…) Pelo menos tem coragem de se posicionar, com todo risco do que pensa. Afinal, quem tá certo e quem tá errado, senão quem não conversa? Apesar disso, bandeiras como, drogas é um botão de felicidade, soam suspeitas e inconsequentes. Mesmo não sendo novidade que combate às drogas é só mais uma das traquinagens azuis do olho de lobo, hipócrita e malévolo, aliás, como toda a política pública…

Bezerra A.

O que vc pensa sobre a legalização da maconha?

Blogodório – Revolução, em tupiniquim, quer dizer gente

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